| ::: Entrevista: Associa? dos Amigos do Museu Ferrovi?o de Bom Despacho | |
Sr. José Nunes de Souza Diretor Administrativo da Associação dos Amigos do Museu Ferroviário de Bom Despacho. 52 anos Naturalidade: Divinópolis Profissão: Projetista Técnico. Atualmente trabalhando na consultoria e engenharia do DER.
1- Quando e porque o senhor veio para BD?
Meu pai foi um dos primeiros maquinistas que veio para cá, então eu herdei dele esse nogócio da ferrovia. Moro aqui em BD desde pequeno, vim para cá com dois anos de idade.
2- Como surgiu a idéia de fazer o museu ferroviário aqui em BD?
Pelo seguinte, porque os ferroviários precisavam de algo aqui para ter uma lembrança do seu passado, então juntamos uma turma e conseguimos essa locomotiva 325 para o museu, fabricada em 1911 nos EUA.
3- Atualmente, quantas pessoas fazem parte da associação de amigos do museu?
Os amigos do museu participam com doaçoes mensais, a maioria deles sao ferroviários aposentados, ou as viúvas de ferroviários, elas também ajudam aqui. São umas oito pessoas.
4- Quanto ao local onde está o museu: foi difícil para conseguir ou já pertencia a vocês?
Isso aqui era da Rede Ferroviária Federal. Esse predi aqui, agora vai ficar por conta do museu, de acordo com determinação do juiz. Conseguimos até tirar uma bar que tinha aqui do lado, e a ASSEM também vai ter que sair daqui. Antigamenteeste local era a estação da Rede ferroviária Paracatu.
5- Quando foi desativada a Rede Ferroviária Paracatu?
Em 1978. Ela veio para cá em 1922.
6- Como vai o andamento do museu?
Ainda não está pronto porque a prefeitura nao dá apoio em nada. A fundação João Pinheiro mandou mais ou menos 97 mil e 600 reais, desde janeiro de 2003. para a construção da Praça do Ferroviário e para o museu.O dinheiro veio para a Prefeitura Municipal em nome da secretaria de cultura, mas até hoje não nos foi repassado nada. Nenhum prefeito nos ajudou. O Haroldo nos prometeu ajuda, esteve aqui. Então estamos esperando a ajuda dele. O único que deu uma pequena força para nós foi ele.
7- Atualmente, de onde é tirado o dinheiro que está sendo investido aqui?
O dinheiro vem das doações e do nosso bolso também. Nunca entrou um tostão da prefeitura aqui.
8- Você não tem a mínima idéia de onde foi parar o dinheiro?
Já estive lá na prefeitura várias vezes, o Geraldo Simão disse que teve que empregar o dinheiro em outas áreas, para ficar em dia com o Tribunal de Contas da União. A locomotiva daqui foi tombada patrimônio histórico, mas mesmo assim, falta segurança para o local, não tem cobertura para a máquina, ela fica exposta ao sol, á chuva, deteriorando-se, ela está desmanchando, enferrujando. Quanto ao dinheiro, não sei dele.
9- O que está em andamento agora?
Está em andamento a construção de maquetes que representam o que era a Rede Ferroviária antigamente, representar a Maria Fumaça. Estamos montando tembém um ferrorama elétrico.
10-Há projetos para a reforma desse prédio?
Sim, foi feito o projeto e até mesmo um orçamento na última gestão do Haroldo Queiroz, ele prometeu cumprir o projeto nesse mandato.
11- Na sua opinião, em quanto tempo estará concluído o museu?
A previsão é de 60 dias. Temos uma verba de reserva que estamos gastando, estamos tentando terminar usando somente as doações, sem a ajuda da Prefeitura Municipal.
12- O museu está aberto à visitação?
Está. Já atendemos alunos de faculdades, escolas e o museu fica aberto todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados, porque são os dias em que o povo tem mais tempo para visitar. O horário é de 7:00 ás 19:00 horas.
13- O senhor gostaría de acrescentar algo, alguma mensagem?
Sim, é que nós precisamos de um apoio maior da populacao, para preservar o passado dos ferroviários. É um passado que o tempo não apagou.
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