| ::: Orlando Ferreira fala sobre a hist? de Bom Despacho | |
 Esposa de Orlando Ferreira, com o livro "Ra?s de... |
|
Depois de trinta meses de pesquisas, o historiador Orlando Ferreira de Freitas apresentou publicamente, no dia 18 de março, os resultados de suas investigações no livro “Raízes de Bom Despacho”. O autor tinha por hobby, desde 1990, colher os nomes de seus ancestrais à partir dos avós paternos e maternos. A formação dessa arvore genealógica enriquecida com integrantes de outras famílias aguçou a curiosidade do pesquisador. Partiu em busca de informações mais profundas e, em pouco tempo, estava familiarizado com a genealogia pitanguiense. Os documentos resguardados nos arquivos, tais como, autos de inventários, testamentos, batizados, casamentos, ações de alma (crédito), cartas de sesmarias e outros, contavam histórias e, como num amontoado de peças de um grande jogo de quebra-cabeças, foram cuidadosamente locados, vislumbrando uma história até então desconhecida. Surgiu o livro “As Origens de Nova Serrana” em parceria com Maria Beatriz de Freitas. O trabalho, lançado em junho de 2002 na cidade dos calçados chamou a atenção do jornalista Tadeu Araújo Teixeira, então dito secretário de Artes e Cultura de Bom Despacho que convidou o pesquisador a realizar semelhante tarefa com a história de Bom Despacho. Com o vasto material coletado de suas primeiras investigações, Orlando Ferreira de Freitas vasculhou as mesmas fontes: Arquivo Público Mineiro, Arquivo Arquidiocesano de Mariana, Arquivo do Museu do Ouro de Sabará, Arquivo do Instituto Maria de Castro e vários trabalhos publicados pelos Arquivos de São Paulo e Rio de Janeiro. O novo trabalho do pesquisador revela muitas verdades desconhecidas e obscurecidas pelas lendas. Traz novidades surpreendentes: a inexistência do “padre Vilaça” e dos fugitivos das justiças portuguesas”; o real motivo para a instalação da primeira ermida em solo bom-despachense; os primeiros caminhos traçados pelos exploradores; a existência de vários personagens esquecidos pela tradição oral e contribuintes para a formação do município. Revela ainda, numa divisão cronológica, três fases ou tentativas para a colonização dos sertões: 1715 – 1737 – 1760. Inédito também e desconhecido em obras do gênero, é o traçado sobre o mapa do município, apontando a verdadeira localização das sesmarias e posses dos primeiros proprietários de terras da região. Orlando Ferreira de Freitas, descendente de vários pioneiros paulistas e portugueses que passaram para as minas de ouro de Pitangui e seus sertões, é natural de Nova Serrana. Reside em Bom Despacho desde 1975 e, aqui em Bom Despacho, formou sua família, composta de três filhos. É casado com a professora Jaine Amaral de Freitas. Atualmente, o autor de “Raízes de Bom Despacho”, em companhia de outros membros do instituto Maria de Castro, desenvolve pesquisas para editar a história do Oeste de Minas Gerais e seus setenta e sete municípios, patrocinadas pela Secretaria da Educação do Estado de Minas Gerais. Já catalogou cerca de oitocentos inventários e testamentos dos primeiros habitantes da antiga capitania de São Vicente, em busca dos antigos bandeirantes que andaram pelos sertões do oeste-mineiro. O livro “Raízes de Bom Despacho” contém 229 páginas, prefaciado pelo dr. Guaracy de Castro Nogueira – Reitor da Universidade de Itaúna por dezoito anos e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e já se encontra à venda na livraria Mr. Book.
 Esposa de Orlando Ferreira, com o livro "Ra?s de... |
|